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Conheça o Nenhum de Nós > Curiosidades |  Quem é quem  |  Histórico  
 

Nenhum de Nós

       Muita gente torcia o nariz quando se falava em Nenhum de Nós. O pessoal do rock de Porto Alegre vinha batalhando há tempo quando as coisas começaram a dar certo em 1985. Daí que surge, de repente, uma banda que não freqüentava o circuito rocker da cidade, não tinha feito show, a não ser uma tentativa para umas poucas pessoas no Bar Ocidente, não tocou no famoso Festival de Rock Unificado, da onde saíram contratadas várias bandas gaúchas pela poderosa BMG-Ariola. No entanto, lá estavam eles, gravando disco e estourando no Brasil inteiro com a inevitável Camila, Camila. “Isso é banda de apenas uma música”, dizia alguém. “Quero ver tocar ao vivo”, dizia outrem. Apesar das críticas conseguiram emplacar várias músicas na programação das rádios e chegaram a fazer 140 shows num só ano, Brasil a fora. Além de tocar no Rock in rio, o maior festival de rock do país, feito só igualado pelos Engenheiros do Hawai, em termos de rock sulista. Aliás, o começo do Nenhum de Nós está, também, relacionado com os Engenheiros, como nos conta Thedy Corrêa.

       “O Nenhum de Nós começou porque o Carlos Stein (guitarrista) estava tocando com os Engenheiros e saiu depois do primeiro show. Eu já tinha tocado com ele num grupo meio folk. Então resolvemos voltar a tocar e convidamos o Sady Homrich que tocava surdo, para bateria. A gente aprendeu junto, nos primeiros seis meses não sabíamos quem ia cantar. Gravamos um demos que tocou na Ipanema FM, People Are. Aí teve um acontecimento interessante. Nós fizemos um show junto com o De Falla em Imbé e houve um imprevisto, e nós nos atrasamos e o De Falla tocou antes da gente. Nós que íamos abrir pra eles, mas esse atraso fez o Tonho Meira, produtor do De Falla, assistir o nosso show, porque era o mesmo equipamento, eles tinham que esperar a gente tocar. O Tonho gostou e pediu a nossa fita. Foi a nossa sorte.”

       A fita foi parar nas mãos do Tadeu Valerio, da BMG-Ariola, o mesmo que levou p/ a gravadora as outras bandas gaúchas daquela época. O cara gostou de Camila, Camila e um mês depois o Nenhum entrava em estúdio p/ gravar o 1º disco. Depois do sucesso de Camila, Camila eles emplacaram Eu Caminhava e depois já em 1989, O Astronauta de Mármore, versão para Starman do David Bowie, foi uma das músicas mais tocadas no rádio em todo o país. O clipe Ao meu Redor ganhou o primeiro lugar no Video Music Award Brasil e a banda foi a Los Angeles participar da festa da MTV americana. Em 1989, o Nenhum de Nós gravou um single c/ a música Eu Caminhava numa versão em espanhol c/ a participação do Fito Paes, gravada em Buenos Aires. Apesar do sucesso o Nenhum de Nós não se mudou p/ o centro do país, o que seria natural em decorrência das viagens e dos shows. Sobre o fato da banda Ter sido bastante criticada no início, Thedy comentou um dia: “Acho que eu pensaria a mesma coisa se uma banda caísse assim, de pára-quedas, mas hoje em dia tudo foi esclarecido. As primeiras pessoas que se manifestaram a nosso favor foram o Vander Wildner e o Edu K. E os Paralamas, que uma vez, quando tocamos juntos num show, entraram no nosso camarim e disseram que Camila era um clássico do rock brasileiro. Pra nós que admirávamos os caras foi o máximo!”

       A banda seguiu em frente nos anos 90. Em 1993 gravou o disco “Onde você estava em 93?” que só foi lançado no ano 2000 porque a gravadora não acreditou no potencial mercadológico. Foi nesse ano que a banda resolveu fazer o show acústico, cujo o CD com a gravação vendeu mais de 100 mil cópias, ganhando o disco de ouro. 1994 e 1995 foram anos complicados para o Nenhum, que voltou com tudo em 1996 com o hit Vou deixar que você se vá do CD Mundo Diablo. Em 1998 lançou Paz e Amor e fez um tour com quase 200 shows pelo Brasil e chegou em 2001 com o CD “Histórias reais, Seres imaginários. Em todo esse período a banda mostrou coer6encia acústica e uma independência invejáveis. Os Últimos cinco discos primeiro foram gravados e depois comercializados com as gravadoras. Tem uma frase do Thedy Corrêa que resume bem a banda: "Quem começou o Nenhum de Nós fomos nós e somente nós podemos acabar com ele"

 
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